Clóvis Dias Costa, natural de Porto Alegre, começou a trabalhar no rádio com treze anos. Era operador de áudio na Rádio Princesa. Depois, seguiu para São Paulo, onde atuou na Rádio Eldorado, precursora da programação individual em FM no Brasil. Nos anos 60, Clóvis Dias Costa retornou a Porto Alegre para investir na carreira de comunicador.

Na rádio Porto Alegre, apresentava o programa Discoteca de Brotos com músicas da Jovem Guarda, sempre à 1h30min da tarde. Apesar da boa repercussão do programa da Rádio Porto Alegre, Clóvis queria alçar vôos mais altos. Seguiu para a emissora que veio a ser a grande rádio jovem de Porto Alegre nos anos 60 e 70, a Continental AM. Com uma grande audiência e 10 kW de potência a sua disposição, o Ritmo 20 entrou no ar no dia 18 de setembro de 1969.

Fugindo dos padrões musicais da época, Clóvis chegou com a proposta de inovar o som e a programação da rádio. Foi o precursor do uso de vinhetas gravadas por artistas, entre eles Mário Quintana, Chico Anísio, Chacrinha, Kate Lira, Gonzaguinha, Elis Regina, Sandra Bréa, Camisa de Vênus, Titãs, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Nei Matogrosso, Fafá de Belém e Garotos da Rua.

Apoiou o movimento musical de Porto Alegre e deu maior destaque ao quesito informativo. Com muitas atrações, a rádio Continental capitaneou o movimento de transformação das rádios de Porto Alegre até a decadência da emissora na segunda metade dos anos 70. Nessa época as rádios, já transmitindo em FM, começavam a se definir e o chamado jabá (gravadoras que pagam ou pressionam as rádios para reproduzirem certas canções indicadas por eles) era um elemento decisivo nas programações.

Depois de passar pelas rádios Pampa e Universal, Clóvis seguiu para a televisão. Na sua opinião, o retorno do comunicador é maior nesse meio. Sempre destacando as similaridades do rádio e da televisão, ele defende a programação ao vivo e a valorização da figura do comunicador. Acredita que a programação computadorizada massifica o público, perdendo a noção das características particulares de cada audiência.

Na entrevista, destacou os problemas da elitização da programação de rádio e televisão, além da importância da escala de horários para cada tipo de público. Definindo-se como "um homem de rádio", posicionou-se criticamente à postura das emissoras de FM dos dias de hoje. Alerta para o perigo da unificação das programações, como na Band FM e AM (ocorrida em abril de 2000), que considera um retrocesso. Em setembro de 2000, o entrevistado apresentava um programa na Rádio Rota do Sol, (emissora) além de um programa no canal 20 da Net. Esta entrevista foi realizada nos estúdios de Clóvis Dias Costa no dia 17 de setembro de 2000.

Site melhor visualizado com Internet Explorer 5 ou superior
Todos os direitos reservados © 2001-
MúsicaTri - Expediente