ULTRAMEN
OCIDENTE, 25 de junho/2003
Por Tanara de Araújo
Fotos Angela Pinto

"Tudo de bom, tudo de bem é o que eu tenho pra você..." é o resumo perfeito do que a Ultramen proporcionou a um apertado e feliz público, no encerramento da temporada de seus shows acústicos no Ocidente. Começando a noite com um 'brinde a todos', a banda tocou o material do seu terceiro e mais novo disco "O Incrível Caso da Música que Encolheu e Outras Histórias" - na íntegra, na ordem e com uma espantosa fidelidade que só é possível quando um grupo pode contar com alguém como DJ Anderson em sua formação.

Assim como no CD, "Santo Forte" abriu com excelência os trabalhos da noite. Forte, animada e com um punch poderoso, a música sacudiu o povo de tal forma que a pergunta que ficou no ar foi "Cadê o Acústico?". E olha que o espaço não ajudava, de forma que 'milagre' é a palavra certa para descrever como a própria banda conseguiu manter uma fabulosa desenvoltura entre seus 8 integrantes (com a redução dos Titãs, a Ultramen é a maior banda do Brasil agora).
Com o climão de pura festa, nem mesmo probleminhas rápidos, porém chatos, como falha nos microfones e guitarra fora do plug, tiraram o ânimo do pessoal. Fica a lição: banda que se garante é do tipo que diz: "Tudo bem, vamo lá!". E segue o baile. "3" foi rock n'roll puro, tocada com tanta gana, que se fica na dúvida entre pular, pular muito ou sair correndo para comprar o CD.
Durante esta música, também se viu que a Ultramen tem outro homem especial na sua folha de pagamento. Seu nome: Zé Darcy. Profissão: baterista.
"Máquina do Tempo" e "De Canto e Sossegado" (que será o próximo clip) tiveram recepção de hit pelo público, com direito a letra na ponta da língua e muitos u-hus no final.
Em "Erga Suas Mãos" foi a vez de receber convidados. Curumin, da Manos do Rap, acompanhou Tonho Croco e Marcito nos vocais, tal como foi feito no disco.
Lamentada pela banda por não ter sido gravada, a versão gigantesca de "Grama Verde" rendeu. Foi nela que, ao pedir a animação da galera para dançarem, Tonho recrutou, pela janela, até os taxistas ali da Osvaldo. Além disso, subverteu o manual dos shows ao usá-la para apresentar a banda (afinal, "Grama Verde" não era a última música da noite). Na hora de anunciar Zé Darcy, Croco tascou algo como: "Temos referência de solo de bateria da Rosa Tatooada, do Led Zeppelin e também do Maurício Manieri. Da Kelly Key não dá porque é playback". Pois é, como diria Fausto Silva, quem sabe faz ao vivo. E a Ultramen sabe muito bem.

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