| Cat
Power e The Darma Lóvers
Homera
Cristalli
Show internacional em Porto Alegre, por
dez reais (ingresso antecipado). O público
gaúcho por vezes surpreende mas desta vez,
como era de se esperar, o Garagem Hermética
lotou até o limite do suportável para o
show da norte-americana Cat Power, que estava
abrindo para os budistas do The Darma Lóvers.
Isso mesmo. Uma estrela do underground gringo
(se é que existem estrelas no underground)
abriu o show para uma banda daqui. Tudo
dentro da programação do Montehey Popstock,
festival alternativo organizado pelo agitador
cultural Plato Dvorak. Nos outros dias do
festival teve Pipodélica, Laranja Freak
e o próprio Plato, entre outros.
A apresentação começou com quase duas horas
de atraso, e o público impaciente não estava
receptivo para as melodias intimistas e
extremamente parecidas entre si, que a tímida
americana executou acompanhada apenas por
uma guitarra. Cat Power possui uma voz linda,
tem presença e toca com uma sinceridade
e emoção quase comoventes. Pena que 80%
do público estava ali apenas para "fazer
festa" no dia errado, e mesmo quem estava
interessado na música não agüentou o calor
e a falta de ar. Dois princípios de briga
fizeram o ambiente pesar. A garota no palco
não pareceu se importar e distribuiu autógrafos
durante cerca de vinte minutos ao final
do show.
O bar esvaziou consideravelmente antes que
os The Darma Lovers subissem ao palco. Melhor
para quem queria ver o show, desta vez podendo
respirar e se movimentar livremente. A banda
tocou quase todas as músicas de seu primeiro
disco, mais algumas composições novas. Como
sempre, o show dos The Darma é mais para
ser sentido do que ouvido, por isso os incensos
e as imagens de Buda que ajudaram a criar
o clima apropriado e a eliminar qualquer
resquício de energia negativa.
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