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Tom
Bloch em entrevista apagada no "Programa
do Jô"
Por
Márcia Costa Dienstmann
Tá legal. Antes de tudo, vamos combinar
que a banda gaúcha Tom Bloch só
participou do talk show "Programa do Jô"
pelo fato de ter como um de seus integrantes Pedro
Veríssimo, que é nada mais nada
menos do que filho de Luís Fernando Veríssimo
e neto de Érico Veríssimo. Prova
disso é que Pedro foi o único entrevistado,
ficando somente ele sentado no cobiçado
sofá global, enquanto Juliano Goyo (guitarra),
Michel Vontobel (guitarra), Guilherme Sapo (baixo),
Iuri Freiberger (bateria) e Eduardo Bisogno (teclados)
foram submetidos a um patético "desfile"
ao som de musiquinhas de passarela para serem
apresentados à platéia e receber
um tímido aplauso. E Pedro desfilou também.
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Não
que os guris não tenham cacife de dar uma
entrevista em rede nacional falando de sua música
e do primeiro CD, o independente "Tom Bloch",
distribuído pela Trama. Mas o apresentador
Jô Soares estava muito mais preocupado com
comentários dispersivos, como, por exemplo,
se Pedro Veríssimo se parecia mais com
o pai ou com a mãe, se o cara ia ou não
ficar careca, se ele ficava melhor com ou sem
barbicha, do que propriamente com a música.
Tanto é verdade que rolou um trecho de
um clipe dos caras, "Nossa Senhora",
e o entrevistador sequer perguntou o nome da música.
Lamentável. Sequer foi comentado que "Nossa
Senhora" foi indicado como Melhor Democlipe
no VMB 2000. Óquei, tem gente que vai perguntar
o que eu quero da vida, afinal, rodou um pedaço
do clipe no Jô Soares, meu Deus, é
a Vênus Platinada! Eu só acho que
poderia ser
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melhor,
deveria ter sido melhor, pelo menos o nome da
bendita música deveria ter sido dito, meu
Deus! Nossa Senhora...
Jô Soares diz ter gostado do nome da banda
e da capa do CD, perguntou sobre quanto tempo
levou para ficar pronto, de quem eram as letras
das músicas e se estavam fazendo shows.
E, tipo assim, that's all, folks. Porque o apresentador
estava afim mesmo era de conversar sobre a família
Veríssimo, mostrar fotografias de Pedro
aos dois anos de idade no colo do avô Érico,
contar de papos com Luís Fernando, essas
coisas. E quando se fala no clã Veríssimo,
é impossível não aparecer
nada interessante. Jô perguntou a Pedro
se Luís Fernando Veríssimo, saxofonista
nas horas vagas, já havia tocado com a
Tom Bloch. "Conosco não, mas eu já
toquei com ele, a gente já fez umas parcerias.
Mas com a gente (Tom Bloch) ele não se
arrisca muito, acho que não é muito
o estilo de som que gosta".
Se
bem que foi uma das passagens menos, como posso
dizer, "complicadas" de uma banda gaúcha
no "Programa do Jô". O pessoal
do Nenhum de Nós teve que ouvir de Jô
Soares uma pergunta estapafúrdia como "é
verdade que no Rio Grande do Sul homem bate muito
em mulher"? A gurizada da Bidê ou Balde
também passou o maior sufoco, puta saia
justa, quando o apresentador pediu para eles comporem
uma música ao vivo. E eles atacaram com
"E Por Que Não?", já conhecida
por essas bandas, como se fora feita na hora.
Sorte que Jô Soares não conhecia.
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Bom,
pelo menos Jô Soares se ateve ao entrevistado,
não ficou viajando metade do tempo como
faz muitas vezes ao brincar com a platéia,
ao folgar no garçom chileno Alex, ao ridicularizar
o baixista Bira, entre outras coisas.
O
fato é que a entrevista de Pedro Veríssimo
(me nego a dizer que foi com a Tom Bloch, pronto)
não foi boa. Querem ver? Acabou assim,
pá-pum, sem nenhum "ahhh" sequer
do povinho que estava lá no estúdio.
Assunto não faltava: por exemplo, poderia
se explorar mais o lado independente do CD. É
independente por quê? Porque é uma
banda sem gravadora, que prima pela própria
vontade. Coisas básicas, como eles se conheceram,
qual o tipo de som que fazem, há quanto
tempo estão juntos, que Jô pergunta
a qualquer banda de bumbameuboi chinelona que
cai de pára-quedas por lá. Agora,
é
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óbvio
que os menos culpados são os Tom Bloch.
Eles
voltaram no quadro final do programa, o "Fundo
da Caneca", para tocar uma música.
Dar uma "canja". Só que gaúcho
gosta de caneca cheia. E canja é para doente,
a gente gosta mesmo é de um bom churrasco.
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