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A
banda Nulimit vem de Brasília
e faz um som que mistura funk, soul,
além de outras batidas que
fazem dele uma banda única.
Com seu primeiro cd no mercado, eles
esperam ir além do Planalto
Central, atingindo vários públicos
nos outros estados.
Pergunta:
Como foi formada a banda? Quando?
Resposta:
A banda foi formada em 1996 por Carlos
Alexandre(baixo), Leonardo Barros(guitarra),
Marcos Romano(bateria), e por mim,Clausem,
nos vocais. A banda
já teve várias formações.
Atualmente, além de Carlos,
Leonardo e eu, contamos
com Pedro Mamede na bateria, Georgia
e Thais Uessuguy nos vocais, Pedro
Paulo nos teclados, e Edinho Silva
na percussão.
Pergunta:
Quais são as referências
musicais do Nulimit? Há algum
artista em particular que tenha inspirado
os integrantes a formar a banda?
Resposta:
Todos nós temos influências
diferentes. Por exemplo, eu gosto
muito de MPB,
Carlos Alexandre gosta muito da mistura
funk-rock, Pedro Paulo gosta de rock
progressivo e forró, porém,
todos gostamos de funk, groove e soul,
com grandes
influências do funk inglês(
Incognito e Jamiroquai). Como referências
nacionais, Ed Motta e Cassiano.
Pergunta:
O Nulimit é um grupo de funk
que mistura outros sons como soul.
Mas é possível reconhecer
o funk do estilo anos 70, muito bem
adaptado para a atualidade. Vocês
acham que há uma volta do funk,
ou dos sons das décadas passadas?
É uma tendência natural
se voltar a sonoridade do passado?
Resposta:
Eu acho que a história mostra
que as tendências costumam voltar
a cada vinte anos, mas não
montamos a banda por modismo. O som
da banda é a conseqüência
das influência de cada integrante.
Em 1996, juntamente com Nulimit, apareceram
várias bandas pelo Brasil afora
com a mesma proposta, sem
necessariamente haver uma comunicação.Pude
constatar isto conhecendo bandas daqui
de Brasília, Rio e São
Paulo. Quando montei a banda sequer
conhecia o Jamiroquai, e o Nulimit
acabou tendo uma sonoridade semelhante
à deles. Acho que o som estava
no ar e muita gente captou.
Pergunta:
Qual a movimentação
musical do momento?
Resposta:
Aqui em Brasília, criamos um
projeto chamado "GROOVE INVADE"
que contava com bandas do mesmo estilo.
Isso resultou em pelo menos dez shows.
Essas bandas continuam existindo,
porém o projeto se resumiu
à participação
do Nulimit, Auravil e Bsb Disco Club.
O movimento maior, do qual fazemos
parte, é
o "Porão do Rock".
Este movimento resultou no maior festival
de Rock do Centro-Oeste, e na edição
2000 do festival, que acontecerá
em Julho, pretendemos ser o maior
do Brasil, com a participação
de bandas do país inteiro
e com o público estimado de
60 mil pessoas. Tudo isso gratuitamente.
Pergunta:
A produção do disco
é muito boa e a qualidade da
gravação do cd é
excelente. Qual a disponibilidade
de equipamento e estúdios para
trabalhos desse nível? É
muito difícil conseguir um
espaço que permita realizar
plenamente o que o músico deseja?
Resposta:
Na capital federal, temos pelo menos
dois estúdios com condição
para gravação de um
CD. No caso do Nulimit, contamos com
a participação fundamental
do nosso antigo tecladista, Bruno
Wambier, que além de músico,
é um excepcional engenheiro
de som, o que possibilitou a otimização
dos equipamentos disponíveis.
Porém, a falta de recursos
financeiros impossibilitou uma gravação
que desejávamos. Só
conseguimos prensar o CD porque ganhamos
o Prêmio Renato Russo concedido
pela Secretaria de Cultura de Brasília
às melhores produções
fonográficas da capital.
Pergunta:
A banda tem algum plano de divulgação
do trabalho em outras partes do país?
Resposta:
Estamos tentando lançar o CD
nacionalmente. Recentemente fomos
ao Rio de Janeiro e, ainda no primeiro
semestre, pretendemos nos apresentar
em São Paulo e Belo Horizonte.
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