Fughetti Luz
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Pioneiro do rock gaúcho, Fughetti Luz fala ao MusicaTri com exclusividade durante a audição do seu novo CD. Fundador do Liverpool e Bixo da Seda, o "Fuga" é um dos representantes da música de qualidade feita no Rio Grande do Sul. Vivendo fora de Porto Alegre há dois anos, ele pretende continuar compondo e mandando sua mensagem por aí: paz, rebeldia e Rock.
Por Angela Pinto

O disco do Liverpool, "Por Favor Sucesso", virou objeto de culto no meio musical brasileiro. As pessoas se matam pra conseguir uma cópia e, quando conseguem, se impressionam com a qualidade e a inteligência do som. O que tu acha desse interesse na banda depois de tanto tempo?
Maravilhoso! Cada vez que alguém escuta o disco e se interessa por ele é uma alegria. E quanto mais a gente escuta, mas descobre coisas que não tinha escutado antes. E agora, o baterista dos Titãs (Charles Gavin) quer lançar o "Por favor Sucesso" em CD, continuando esse trabalho dele de resgate de discos bacanas.


"Por Favor Sucesso", objeto de
culto nos dias de hoje
Muitos dos clássicos do rock gaúcho, escritos por ti, estão sendo lançados com a tua voz somente agora, nesse teu novo disco. Qual o público que tu esperas atingir com este trabalho?
Eu não faço a minha música para um público específico. Faço para as pessoas que não têm preconceito, que amam a vida. Que se rebelam contra essa porra dessa roubalheira que está aí! Faço música para as pessoas saírem da caretice. Para a humanidade. Fazer Rock and Roll para pessoas com uma cabeça legal.

A música hoje em dia está sendo invadida por elementos eletrônicos e outras inovações. Com o passar dos anos, as influências do teu

No palco com a Bandaliera:
um dos mentores do grupo
trabalho mudaram?
Não. A minha influência maior sempre foi o Rock and Roll. Comecei escutando muito Elvis, Chuck (Berry), Little Richard...Virei músico e comecei a fazer meu próprio som. Mas hoje ainda acho que as influências são as dos anos 50 e 60. Aí em 1973 eu fui pra Europa e lá foi onde eu aprendi mesmo.

Como foi essa experiência?
Foi ótimo. Lá eu pude ver o Yes, o King Crimson e todas as bandas maravilhosas. Com o Yes, eu aprendi a dar valor ao meu dom musical. Eu aprendi a ser profissional mesmo e a respeitar a arte. Me dei conta da necessidade de distribuir meu trabalho. Nisso esse pessoal dos anos 70 influenciou. E, além de ter a oportunidade de ver todas essas bandas, ainda ganhei o maior presente da minha vida na Europa, a minha filha Shianti, que nasceu em Amsterdã.

Tu moras atualmente no interior do Estado. Você saiu de Porto Alegre para fugir desse dia-a-dia corrido da cidade?
Não! De maneira nenhuma a minha saída de Porto Alegre foi uma fuga. Eu adoro o ambiente urbano e adoro Porto Alegre. Esse negócio de morar no interior foi um presente da minha esposa, a Zefa, para a gente poder ficar mais próximo um do outro. Lá tem um jardim maravilhoso, onde nós dois podemos descansar, fazendo mais Rock and Roll com muita paz.

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