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Eloy
Fritsch é o tecladista do grupo Apocalypse,
certamente a maior banda de progressivo do sul
do Brasil Com um contrato com o selo francês
Musea, eles são conhecidos em várias
partes do mundo. Mas falta o Brasil.
Por
Rafael Spuldar
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Quando
e como o teu trabalho e do Apocalypse começaram
a ser conhecidos no exterior?
Durante os anos 80, o Apocalypse tocou muito na
serrra gaúcha, como a banda é de
Caxias do Sul. Nós nos apresentávamos
muito... lá em Caxias tinha o Teatro de
Lona. Por lá passaram várias bandas,
como Nenhum de Nós, por exemplo... nós
abrimos pra eles mais de uma vez, na Festa da
Uva. Então nos anos 80 a gente tocou bastante
no Estado. Só que daí, no finalzinho
daquela década, logo quando a gente gravou
o primeiro disco - uma faixa pelo Circuito de
Rock, do que a gente foi vencedor na fase da Serra
-, a gente lançou um LP pela Acit. Quando
ele saiu, em 1991, já tava bem ruim pra
bandas com músicas próprias tocarem
no Estado.
Por que isso?
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Geralmente
esse pessoal que fazia um som mais pop tinha uma
certa abertura no mercado, mas aí começaram
as bandas cover, e elas tiraram muito mercado
das bandas que tinham trabalho próprio.
Isso principalmente pra quem não era muito
ligado a essa linha de som mais comercial. Bandas
sobreviveram, como Engenheiros do Hawaii, Nenhum
de Nós, e foram pro centro do País
e se deram superbem. O Apocalypse é inclusive
mais antigo que essas bandas - surgiu em 1983
- e só em 90 que descobriu o caminho, que
foi fora do País. Nós tivemos alguns
contatos... descobrimos que lá tinha uma
gravadora que era só de rock progressivo,
a Musea. Eles começaram nos anos 80 e batalharam
muito e ajudaram a banda, porque o lance da gravadora
é superlegal. Eles eram específicos
de rock progressivo - hoje eles já abriram
pra outras coisas, como jazz, heavy metal e outras
coisas - o que foi um achado. E não havia
só ela, o problema é que no Brasil
não chegam as coisas...
Quando nós descobrimos a Musea, mandamos
o LP e ele foi superbem recebido. Nessa época,
nós fechamos um contrato pra gravação
de um CD que seria lançado só na
França, e depois o nosso baterista foi
pra França pra finalizar o acordo. Nós
achávamos que seria bom isso, porque iria
lançar a banda lá fora, só
que nós não tínhamos idéia
de que os CDs não iriam chegar no Brasil,
e nós íamos ficar desconhecidos
aqui mesmo. A gente tinha uma idéia de
que seria possível importar os discos,
mas o custo da importação era muito
caro. Você comprava o disco e ele chegava
aqui com um preço muito alto e as pessoas
não queriam comprar. Aí as pessoas
pensavam, "pô, a banda é gaúcha,
como que o disco é tão caro?"
Durante anos a gente enfrentou esse problema,
até conseguir lançar alguma coisa
no Brasil, em 1998, depois de lançar três
discos na França: "Perto do Amanhecer",
"Aurora dos Sonhos" e "Lendas Encantadas".
Aí a gente conseguiu fechar um contrato
com a gravadora Atração, de São
Paulo, e lançar um CD. Foi a maneira que
a gente achou, graças à gravadora
da França que liberou os direitos. A gente
disse pra eles, "já é hora
da gente lançar alguma coisa no Brasil",
e até então não havia nenhuma
gravadora sólida que lançasse esse
tipo de música no País. Por exemplo,
você vê bandas mais antigas, como
O Terço, que tá lançando
alguma coisa, ou O Sagrado Coração
da Terra, do Marcos Vianna, que fez a música
da novela das oito (O Clone).
Vocês
ainda estão lançando discos na Europa
pela Musea?
Sim, nós temos... na verdade, o disco
que nós gravamos em 99, o "Live in
USA", que foi lançado em 2000 por
uma gravadora carioca. Nesse meio-tempo, ocorreu
o lançamento de uma gravadora nova no Rio,
que é a Rock Symphony. O Leonardo Nahoum
já tinha escrito a "Enciclopédia
do Rock Progressivo" e ele já era
conhecido mundialmente, tinha participado de vários
festivais, e lançou essa gravadora. Então
ela lançou o "Live in USA" só
no Brasil... é daquelas coisas, gravou
nos EUA, mas vai lançar só no Brasil...
e agora o próximo disco da banda, que já
tá pronto e sai ainda neste ano, sai pela
gravadora da França e também pela
Rock Symphony. Então a gente conseguiu
ligar as duas coisas: lançar tanto na França
quanto no Brasil. Agora as duas gravadoras têm
um convênio que permite apresentar o material
lá fora e aqui.
Graças a essa contrato com a Musea, vocês
chegaram a estabelecer claramente, "o nosso
nicho de mercado é a Europa, França
etc."?
Sim, durante anos o Apocalypse só trabalhou
pra divulgar o material lá fora, pouca
coisa a gente fez aqui no Brasil. Tanto é
que o número de shows ficou muito reduzido...
a gente se fechava no estúdio, na sala
de ensaio, ia compor, fazer arranjo, e ia preparar
poucos shows e muitos discos. A gente tá
no sétimo disco e tudo vem de acordo com
o que você produz. Ou seja, se você
produz mais, vem mais convite pra tocar, você
aparece mais.
Agora, o que é interessante salientar é
que assim como no heavy metal e no jazz, existe
um público-alvo. Por exemplo, se você
vai trabalhar com heavy metal, hard rock, o pessoal
tem aquele público que ele sabe que é
desse estilo de música, que é o
pessoal que ouve, que compra, consome e gosta,
dá força... progressivo é
igual. Então o maior centro do progressivo
do Brasil tá hoje no Rio de Janeiro e em
Minas, e aqui no Sul a gente tá um pouquinho
ilhado. Existia algumas bandas alguns anos atrás,
mas as bandas acabaram e sobrou o Apocalypse de
novo.
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Na
época em que vocês chegaram a estar
exclusivamente voltados pra Europa, vocês
chegaram a ir pra lá tocar?
Não, nós nunca fomos pra França
tocar. Só o nosso baterista foi pra fechar
contrato, e depois nós nos apresentamos nos
EUA, mas foi a única vez também. O
resto reside em vender CDs e divulgar por lá.
E tem muita revista especializada em progressivo,
então os caras sempre tão lançando
reviews e fazendo matérias sobre a banda.
A gente já tem uma pilha de coisa guardada
aqui... vai ficar pros filhos, mas tudo bem! É
legal... inclusive tem matéria aí
em línguas que a gente nunca conseguiu traduzir
até hoje, tipo holandês, sueco, russo,
coreano, sei lá...japonês, e a gente
nem tem interesse em traduzir, porque é muita
coisa... mas a gente guarda tudo. |
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Hoje a banda continua vendendo discos lá
fora... mas em que países basicamente?
Nos Estados Unidos é fraco, fica mais na
Europa, porque a gravadora tá na Europa e
ela tem um acesso maior a aqueles países
que rodeiam a França. Agora, uma revista
da Espanha escreveu pra gente pra fazer uma matéria
e queria colocar músicas nos CDs que eles
lançam. Ela lança CDs junto com a
revista pra divulgar música nova, o que tá
se fazendo em termos de música não-comercial
ou música por arte. Eles dão muita
força pra música eletrônica
- mas não dance, e sim mais experimental
-, progressivo... eles fizeram o convite pra nós
enviarmos músicas e a gente enviou uma, que
vai sair nesse disco novo e que vai fazer parte
desse CD que vem com a revista. Nós demos
uma entrevista e vai sair oito páginas, com
fotos e tudo mais.
Então esses países, Espanha. Holanda,
Alemanha, França, Suécia... mas a
gente já recebeu carta de tudo quanto é
lugar.
Tem algum lugar estranho de que vocês
receberam e que nunca imaginaram?
Da Rússia nós recebemos, da Coréia,
esses países assim, da Itália nós
recebemos...
A Itália chegou a ter um progressivo
forte uma época...
Muito forte, e ainda tem, porque essas gravadoras
de progressivo de hoje em dia lançam muito
material da década de 70. Então bandas
que na época gravaram em más condições
ou que gravaram e a gravação ficou
esquecida, essas bandas chamadas obscuras, eles
resgatam, masterizam e aí o material fica
bem legal e eles lançam. Então, de
tempos em tempos tem uma descoberta ali, uma banda
tal e tal, parecida com, sei lá, PFM (banda
italiana de progressivo dos anos 70)... e aí
eles lançam e sempre sai review e daí
o pessoal vai lá, confere e vê que
realmente é uma coisa melhor do que se faz
hoje em dia (risos).
Qual foi o momento em que a banda sentiu que
foi de maior êxito, sucesso...?
Quando nós fizemos uma turnê pelo Rio
de Janeiro em 1998 foi bem legal, porque lá
nós tocamos com a banda Pendragon, da Inglaterra,
que tem inclusive o Clive Nolan, tecladista que
fez discos com os filhos do Rick Wakeman, que toca
em quatro ou cinco bandas inglesas, e o Pendragon
é um dos principais expoentes do chamado
neoprogressivo, que são as bandas que vieram
depois do Marillion. Então vieram bandas
com um ar um pouco mais pop, mas que continua sendo
progressivo. Quando nós tocamos no Rio fomos
muito bem recebidos, tanto na capital quanto no
interior, e a gente deu muito autógrafo,
tirou muita foto e a gente sentiu que este foi um
dos momentos legais.
Triste foi que, depois de ter teatros cheios no
Rio, a gente voltou pra Porto Alegre e tocou pra
teatros vazios. E isso realmente, depois que a gente
tava bastante feliz de ter ido pro Rio e ter tido
esse sucesso, a gente voltou pra cá e ficou
bastante frustrado. Mas tudo bem, a gente sabe que
santo de casa não faz milagre.
Outro momento legal foi ir pro ProgDay, nos EUA,
em 1999, porque lá tinha bandas de tudo quanto
era parte do mundo e tinha a gente lá do
Brasil... a primeira vez que uma banda brasileira
era convidada. Eles podiam ter convidado o Terço,
o Sagrado, mas convidaram a gente. Até hoje,
a gente acha que é por causa da divulgação
da nossa gravadora francesa, porque lá na
Carolina do Norte o pessoal tinha muito contato
com essas gravadoras de progressivo, e a Musea é
muito influente lá fora. É que as
coisas não chegam no Brasil, mas lá
fora todo mundo conhece a Musea.
Vocês chegaram a ser premiados no ProgDay,
né?
É, existia uma premiação após
o show, feita pelo público na Internet...
ele votava na melhor banda, melhor guitarrista...
Ser votado pelo público é melhor
ainda, né?
É, quer dizer que agradou... fui escolhido
melhor tecladista e a banda foi escolhida como a
performance mais supreendente. É que, apesar
deles conhecerem o Apocalypse pelos discos, quando
a gente chegou lá eles nunca tinham visto
um show.
Voltando à questão de vocês
terem essas decepções aqui no RS,
tu acredita que isso ainda continua sendo responsabilidade
do mercado não aceitar bandas pouco comerciais
ou ainda é questão do público
não dar respaldo?
Talvez um pouco as duas coisas... é um
ciclo, porque se você consegue tocar na rádio,
o público conhece, e acaba se acostumando
ou gostando, mas acontece que o pessoal se acostuma
com a música, e depois acha que gosta porque
alguns gostam, e fala pros outros, existe toda uma
corrente... e sem dúvida a rádio é
a grande formadora de opinião dentro da música.
Também um pouco a TV e o jornal, mas mais
a rádio. É difícil... você
vai na rádio, fala da banda, os comunicadores
riem da tua cara, "ah, mas como que vocês
tocam nos EUA e ninguém conhece vocês
aqui?", "como que vocês lançam
uma coletânea e eu não conheço
vocês?", e aí o pessoal até
dá gargalhada, duvida... mas a gente tá
acostumado com esse tipo de coisa. E a gente não
é muito de chegar e vender o peixe, a gente
não sabe fazer isso... talvez se soubesse
a gente até estaria melhor. Mas o negócio
da banda é tocar, gravar, compor e sempre
com música própria. Eu acho que você
aos poucos consegue espaço.
E tem toda uma geração nova que tá
aí com 20 e poucos anos que tá descobrindo
o progressivo. Um pessoal que cansou de ouvir o
que toca na rádio, que cansou de ouvir o
que tá na mídia e procura coisas novas.
E acaba descobrindo que progressivo mistura jazz,
música erudita, rock... é uma música
que tem uma maior entrada em termos musicais, você
consegue trabalhar vários estilos e você
precisa de uma boa qualidade pra fazer uma música
desse tipo. Tem bandas que até gostariam
de fazer progressivo, mas os caras não têm
aquele "pushing", não conseguem
tocar isso aí, porque é difícil
fazer rock progressivo. Pegar bandas como Yes, Rush,
Emerson Lake & Palmer, vocês vão
ver que eram supermúsicos... caras que estudaram
música erudita, estudaram jazz e hoje eles
tão aí porque são bons, não
só porque a mídia batalhou em cima.
A gente acha que tem várias bandas aí
que são boas, mas eles não tocam o
que sabem, e sim por grana... e o Apocalypse não
faz isso. Talvez seja por isso que a gente esteja
bastante não-reconhecido no nosso próprio
Estado.
Nessa ida aos EUA e nesse contato com pessoas
de fora, tu ou alguém mais da banda chegou
a ter contato com alguém que vocês
realmente admirassem?
No Rio, a gente falou com o pessoal do Pendragon,
eu conversei com o Clive Nolan e o Nick Barrett,
o guitarrista... foi legal esse contato. Nos EUA
a gente conversou com vários músicos,
mas nenhum deles era muito famoso. Isso porque naquela
edição do festival não tinha
bandas de grande nome no meio. Em outras edições
do festival sim, teve o violinista do Kansas etc.
Lá eu achei legal ter um contato com vários
tecladistas... deu pra ver o nível deles
e o nível que a gente tava. É interessante
ver como as outras bandas tão tocando. E
deu pra perceber que tem várias correntes
dentro do rock progressivo mesmo.. tinha bandas
que tocavam com música contemporânea,
coisas como dodecafonia, uma série de misturas
de ritmos... eles tocavam por partitura, o que a
gente achou bem legal, uma coisa que a gente ainda
não tinha visto. E tinha bandas que misturavam
mais com jazz, outras mais instrumentais... tinha
uns italianos que pareciam o Guns'n Roses (risos)...
eles chegaram lá com corrente, cabelão,
jatinho e tudo o mais, mas não eram muito
conhecidos.
Vocês dão ênfase às
letras em português... vocês acham que
o público tem aceitado bem isso?
Tem gente que fala, "ah, por que vocês
não fazem em inglês"? Inclusive
agora, o último disco do Sagrado Coração
da Terra foi uma antologia de toda a carreira da
banda, e o Marcos Viana cantou tudo em inglês,
sendo que toda a obra deles era em português.
Então sempre tem uma tendência do mercado
de puxar pro inglês. Mas é preferível
você cantar na sua língua do que cantar
um inglês com sotaque, e o que eles não
gostam lá fora é um inglês com
sotaque. Então essa foi uma das coisas que
a gente prestou bastante atenção quando
a gente fez o primeiro disco pela Musea. Até
a gente consultou eles, "pô, não
é melhor em inglês?", e eles,
"não, pelo amor de Deus, inglês
não!" (risos) E a gente não queria
cantar em francês, até porque ia ser
mais complicado. E pela aceitação
que esse disco teve, a gente viu que tava no caminho
certo, porque todas as bandas de progressivo do
Brasil cantam em português. Se você
pegar Terço, Mutantes, Sagrado, Bacamarte...
todos são em português. E como a gente
lançou vários discos em português,
ficou assim, todas as músicas da banda são
em português.
Qual é a tua posição sobre
essa polêmica de se fazer download de mp3
na Internet? Tu achas que mais prejudica ou mais
ajuda o músico?
Olha, até agora pra nós foi indiferente.
Agora acredito que esteja prejudicando muito as
gravadoras de grande porte, que massificam muito
esse processo de colocar um artista e vender ele
como um produto. Agora, quem tem acesso à
Internet e disponibilidade de baixar mp3 e tem conhecimento
pra isso? Geralmente é o pessoal que tá
nas universidades ou nas empresas, tem acesso a
computador e tem tempo pra isso. A gente acha que
é um pessoal mais elitizado, ainda. Com esse
pensamento, que tipo de música ouve esse
pessoal? Bom, hoje em dia tá bastante variado...
o pessoal ouve desde samba até música
erudita. Agora, o público-alvo do rock, que
curte heavy metal, rock alternativo, hard rock,
progressivo, é um pessoal mais cabeça,
que curte um som mais elaborado. Então o
próprio heavy metal hoje em dia é
difícil de pegar uma banda que não
tenha influências de Deep Purple, Black Sabbath,
que eram bandas que tinham um som mais trabalhado.
Então a gente acha que esse negócio
de mp3 tá difundido bastante a música
boa. Por exemplo, sai um disco agora de uma banda
um pouco desconhecida. E aí tem uma galera
duns 12, 15, 20 amigos. Daí esse disco chega
pra um, que empresta o disco e quem tem gravador
começa a divulgar e as próprias lojas,
por baixo, até já tão gravando
algumas coisas, se o disco for importado.
O problema é que, se tem alguma coisa na
Internet, você facilmente baixa se tem a disponibilidade.
Então o Apocalypse botou várias músicas
no site. O primeiro objetivo disso é divulgar,
então quem tá a fim, baixa. Só
que, em progressivo, as músicas têm
10, 15 minutos, e aí você precisa de
um grande tempo pra fazer um download. A gente acha
que por um lado é bom, porque divulga. Então
a música ultrapassa fronteiras, mesmo sem
vender. E isso é uma revolução.
A gente acha que, não só pela Internet,
mas por toda essa tecnologia que a gente tem, é
possível você colocar mais música
no mercado, mas sempre no mercado alternativo. Por
outro lado, aqueles artistas que estavam acostumados
com grandes gravadoras vão sofrer muito com
as vendas.
Vocês têm shows agendados pra esse
ano, pra marcar o lançamento do novo disco?
Pra esse ano, até agora tem só um
convite, que é um festival de rock progressivo
no Uruguai. Convidaram também uma banda da
Argentina, uma do Chile, uma do Panamá...
e escolheram a gente porque entraram em contato
com a Rock Symphony, e eles indicaram a gente. Vai
ser em outubro. O disco tá praticamente pronto,
mas como a gravadora do Rio tá trazendo o
Focus (banda holandesa que começou nos anos
70), então ela tá atrasando alguns
lançamentos. Acho que o disco sai em julho
deve estar pronto o disco, mas não depende
da gente.
No fim do ano passado, saiu a coletânea do
ProgDay. São vários CDs em uma caixa,
com músicas de todas as bandas, e o Apocalypse
ficou com três faixas, teve uma página
no encarte, com fotos.. foi uma edição
limitada, mas foi pra tudo quanto é lugar
do mundo. Isso divulga um monte do trabalho.
| Discografia |
APOCALYPSE
1991, Gravador Acit, Brasil |
PERTO
DO AMANHECER
1995, Musea , França 2001, Rock Symphony,
Brasil |
AURORA
DOS SONHOS
1996, Musea , França
|
LENDAS
ENCANTADAS
1997, Musea , França
|
THE
BEST OF APOCALYPSE
1998, Atração , Brasil
|
LIVE
IN USA
2000, Rock Symphony, Brasil (CD duplo)
|
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3
coletâneas
Circuito de Rock
Le Meilleur Du Progressif Instrumental(1996)
Rio Art Rock Festival 1997
Prog Day Encore(2001)
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| Visite
a página da Apocalypse: www.apocalypsebr.cjb.net |
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