Fundador de uma das mais importantes bandas da história do Rio Grande do Sul (Graforréia Xilarmônica) e agora lançando sua carreira solo, Frank Jorge é praticamente uma unanimidade quando de fala em Rock feito no Rio Grande do Sul. No Musicatri, ele conta o que ele fazia antigamente. Além de tocar, é claro...
Rafael Spuldar Pinto


Frank Jorge: No período em que eu era estudante de Letras, eu vendia incenso. Eu pegava grandes quantidades de incenso com distribuidores e vendia na faculdade. Me formei na PUCRS.
Também o fato de ter prestado serviço militar, uma coisa que hoje em dia tu nem ouve falar tanto. Isso foi em 1985. Servi na Serraria, no 3º BcomEx (Batalhão de Comunicações do Exército), e foi uma experiência boa, eu também escrevi música nessa época... levava um bloquinho na farda e, quando ficava de serviço, escrevia... eu tinha uma rotina de soldado como todo mundo, de fazer serviço de guarda, educação física, mas tive instruções dentro do pelotão-rádio, onde aprendi a mexer com rádio, coisas que eu não me lembraria mais hoje como fazer. Mas o lance do quartel é ter aquela noção de aprender a ser mais esperto, a não ratear com a chave do teu armário, senão paga apoio, um monte de coisas... é um primeiro momento da vida em que tu tá mais sozinho, tendo que saber zelar pela tua integridade (risos).
A coisa de vender incenso foi uma coisa bisonha, mas ao mesmo tempo lírica. Eu vendia junto com um textinho meu que eu fazia um xerox. Essa coisa da palavra sempre esteve presente... "Este pedacinho de pau perfumado"... Era um texto sério, embora a gente falando em pau perfumado parece um troço meio obsceno. Estive na faculdade de 86 a 92.

Site melhor visualizado com Internet Explorer 5 ou superior
Todos os direitos reservados © 2002-
MúsicaTri - Expediente