Tecladista e vocalista da banda Os Animais, Sérgio Stosch também é radialista e professor na Faculdade de Comunicação Social da PUCRS. Mesmo morando em Tramandaí, uma das mais populares praias do Rio Grande do Sul, Stosch sempre acha tempo para se dedicar às atividades profissionais: dar aula e tocar. Com vários shows agendados em casas noturnas de Porto Alegre, como o Vermelho 23, quando sobe ao palco ele deixa de ser o professor Stosch para se tornar o músico Animal. Seu público é que não muda muito. Os shows dos Animais são sempre prestigiados pelos alunos do cara, que aplaudem muito e pedem ao "professor" para tocar os clássicos do Rock 'n Roll. Depois de ouvi-lo tocar músicas como Great Balls of Fire, impossível não dar um dez para o Stosch. Senhoras e senhores, saibam como é o Dark Side of the Moon do professor Sérgio Stosch!

Márcia Costa Dienstmann


Sérgio Stosch: Eu toco desde os 16 anos, ganhando dinheiro. A música foi minha primeira atividade. Aí, com o tempo, me envolvi em outras coisas, como o rádio, até porque a música e o rádio estão ligados. Tocar sempre foi uma necessidade, um ponto referencial para mim. Ao longo do tempo eu tive outros empregos, mas nunca me afastei totalmente da música. Teve um tempo em que quem me conhecia tinha a sensação de que eu havia parado, mas na verdade estava tocando em casa, fazendo pesquisas. Nesse período também cheguei a gravar alguns jingles com músicos como Hermes Aquino. Depois que eu toquei no Impacto nos anos 70 eu parei.

Hoje a gente tem esses ideais - com o rock'n roll principalmente - porque temos um público que aprecia e tem curiosidade de conhecer o rock mais antigo. E tranqüilamente consigo dar aula na Famecos também. E existe uma coisa em comum entre as duas atividades, que é justamente o encontro com o jovem. Na verdade, envelhecemos biologicamente, mas mantemos uma chama sempre acesa, como se vivêssemos uma eterna adolescência. É muito legal ter o formalismo acadêmico na Universidade, tendo que impor e cumprir certas normas com alguma austeridade - as pessoas que estão estudando estão pagando, não se pode brincar com isso.

Agora, o outro lado da coisa é o seguinte: sexta-feira, por exemplo, quando dou uma aula de Radiojornalismo I, que é pesada, tem texto de rádio, normas radiofônicas, essas coisas, de repente, chega às 22h30min e eu vou para um bar tocar. Aí encontro alunos que estavam na aula minutos antes. Ali a coisa muda completamente, a gente fica tocando, o pessoal fica alegre. Às vezes a gente chega a tomar banho de cerveja! É uma descontração. Tocar, no meu caso, é, na verdade, fazer uma coisa alegre e economizar um dinheiro que normalmente as pessoas gastam em um consultório psiquiátrico. A música me dá um pequeno reembolso e também a possibilidade de extravasar, através de um ritmo alegre e bem disposto.

Site melhor visualizado com Internet Explorer 5 ou superior
Todos os direitos reservados © 2001-
MúsicaTri - Expediente