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A
banda Zumbira e os Palmares surgiu
no início de 2000 da idéia de estudantes
de comunicação de fazerem um som novo
que revolucionasse o cenário musical
gaúcho e que fosse calcado em ritmos
brasileiros e negros como samba, soul
music, reggae, hip hop e rock and
roll, mas que não esquecesse a herança
cultural do sul do país. Uma mistura
de batuques africanos e folclóricos
com guitarras distorcidas já inicida
por Chico Science e Nação Zumbi.
Formada por 3 percussionistas, um
guitarrista, um baixista e um baterista
a banda mescla influências que incluem
Tim Maia, Chico Science e Jorge Benjor
com Planet Hemp, Red Hot Chilli Peppers
e O Rappa. O resultado desta mistura
inusitada entre regional e a batida
do rock atual é um som baseado no
ritmo e no swing com letras fortes
sobre a realidade do Brasil e do mundo
regado a guitarras agressivas e violões
dissonantes, que identificam a raiz
brasileira e cultural da banda.
Nas letras percebe-se a preocupação
com questões políticas do país como
fome, miséria, corrupção e preconceito
racial, que são criticadas ironicamente
com pitadas de bom humor e malandragem
sem esquecer assuntos tradicionais
como diversão e o amor abordados com
sensibilidade e energia.
A banda busca também através de seu
som e de ações comunitárias interagir
com a comunidade em shows beneficientes
a fim de contribuir com o desenvolvimento
do senso crítico e da solidariedade
entre os cidadãos.
Pode parecer estranho uma banda formada
somente por gauchos tocar uma gama
tão variada de ritmos brasileiros,
mas a proposta da banda é justamente
esta, misturar influências, experimentar
combinações inusitadas de ritmos e
instrumentos para mostrar que o Rio
Grande do Sul também é Brasil e que
a música não tem fronteiras.
Em shows recentes, principalmente
a nível universitário, a banda já
tocou para mais de 3 mil pessoas que
dançaram e cantaram músicas que até
então não tiveram divulgação nenhuma
a não ser no boca a boca. O que comprova
que a banda tem enorme potencial e
que seu som é bastante diversificado.
No festival de músicas inéditas de
Guaíba (RS), a banda alcançou o primeiro
lugar na categoria de MPB com a música
Não Vacila e ainda foi a única banda
a se classificar para a final de duas
categorias: Rock pop e MPB, sendo
no final do evento aclamada pelo público
presente que cantou os refrões mesmo
torcendo para bandas adversárias.
Em dezembro de 2000 a banda se recolheu
ao estúdio e iniciou a gravação de
seu primeiro cd demo que foi finalizado
em Abril de 2001. O CD, intitulado
Rock + Samba + Psicodelia que foi
totalmente produzido e financiado
pela banda e é composto de 10 músicas
que são a síntese da proposta sonora
da banda até o momento.
Mesmo gravando, os músicos não pararam
de criar. O atual repertório já conta
com mais de 30 músicas próprias onde
se nota uma sensível evolução de idéias
e técnicas, o que para uma banda com
menos de um ano de idade é bastante
significativo. Neste repertório composto
basicamente por músicas próprias a
banda ainda faz releituras de artistas
que influenciam diretamente a banda
como Jorge Benjor, Chico Science e
Nação Zumbi, Lenny Kravitz, Tim Maia,
Bob Marley, e O Rappa e Planet Hemp.
Depois do Cd foram convidados para
tocar na abertura do Festival Mundial
de Publicidade de Gramado em junho
de 2001 onde foram muito bem recebidos.
Antes disso no início de junho foram
batizados num dos palcos mais importantes
do rock gaúcho atual, o Bar Opinião,
onde tocaram na Festa do Meio Ambiente
junto com Planet Roots, Da Guedes,
Grove James e Leão de Judah.
A família Palmares é formada por:
Zumbira - Guitarra, violão, cavaquinho,
flauta e vocal
L - Percussão
Jacá - Percussão
Camarão - Percussão
Mindo - Percussão e Vocal
Charlesting - Baixo
Renato Logoali - Bateria
Alemão Loco (Guitarra)
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